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| Como plantar uma árvore? |
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Dando sequência aos artigos apoiados pela M2 Investimentos, vamos promover maior proximidade com os detalhes que temos de estar atentos ao realizar o plantio de uma árvore. No entanto, antes de plantar, não se esqueça de escolher a espécie mais adequada ao local de plantio. Para isso, você pode consultar nosso outro artigo Árvore certa, lugar certo.
Caso você opte por plantar em locais públicos ou que não estejam sempre sob seus cuidados, tenha em mente que é mais adequado escolher mudas com no mínimo 1,5m de altura para garantir que as pessoas que frequentam e fazem manutenção destes espaços, realmente identifiquem a presença da árvore, não cortando ela com cortadores de grama ou muitas vezes atropelando com a correria de um jogo ou brincadeiras com cães. Seria muito interessante, neste caso, verificar também se não há uma proposta de reforma do local junto ao órgão público responsável, ou conhecer o projeto que será implantado no futuro para definir o local que a árvore poderá crescer plenamente sem ser suprimida ou sofrer transplantio.
Com essas etapas de observação, reconhecimento do local e espécie definidas… Vamos ao grande acontecimento! Se você já escreveu um livro e teve um filho, você está a um passo de completar suas três ações para uma vida completa! Mas saiba que, depois da sua primeira árvore plantada, talvez você queria plantar muitas e muitas mais pelo resto de sua vida!!! Não deixe de convidar seus amigos, parentes, filhos e bichos de estimação para fazer parte deste momento! |
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Abrindo o ” berço” para o desenvolvimento de uma nova vida |
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| A abertura de um berço é uma ação importantíssima para o melhor desenvolvimento da sua muda, pois através deste processo você promove a aeração e movimentação da terra na área próxima do torrão, extamente no espaço onde irão se desenvolver as novas raízes da planta. Portanto, quanto maior o berço que você puder cavar melhor. Tanto na profundidade quanto no diâmetro, tendo sempre o bom senso de avaliar as possibilidades do ambiente onde está sendo realizado o plantio. Esta terra retirada do local, deverá ser misturada com terra fértil adubada antes de preencher o berço novamente. Também é interessante, promover nas paredes do berço, algumas reentrâncias para que as raízes encontrem pontos de entrada convidativos na terra compactada do terreno. |
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Limpando as raízes, preparando o torrão |
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| Quando a muda está no torrão por algum tempo, ela começa a desenvolver suas raízes naquele espaço determinado e aos poucos elas saem através dos furos de drenagem para achar mais terra e conseguir se desenvolver e absorver mais nutrientes. Estas raízes, que estão para fora do saquinho de muda, podem ser podadas antes do plantio, buscando estimular o crescimento de novas. |
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| Ao retirar a muda do saquinho, é essencial preservar o torrão de terra que protege as raízes já desenvolvidas da muda. Esse cuidado irá promover maior chance de sobrevivência da muda na sua nova casa. Portanto, tenha muita calma e cuidado ao realizar a manipulação do torrão. |
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Alinhando e estabilizando a árvore em sua nova morada |
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| É muito importante certificar-se que a muda está bem alinhada, firme e fixa no seu novo espaço. Tenha atenção para posicionar o torrão ao centro do berço e alinhar o nível do torrão com o nível do terreno, não encobrindo ou aterrando a área de transição do caule para a raíz – chamado de colo da muda. Esta região da planta é importantíssima manter-se no nível da terra, para garantir a saúde da árvore. Depois, ao completar todo o berço com terra, ajude a fixar o torrão apertando a terra ao seu redor, firmando com os pés ou mãos delicadamente. Por fim, ajude a dar direção para o desenvolvimento do caule de forma ereta amarrando um tutor de bambu ou madeira mais alto que a própria muda. |
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Garantindo a “pega” da sua muda |
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| Sua muda recém plantada passará por um período de adaptação ao novo local. Para ajudá-la a desenvolver suas novas raízes, que são necessárias ao crescimento da árvore, é importantíssimo preocupar-se com a irrigação desta muda semanalmente, principalmente em períodos de clima seco, por aproximadamente 1 ano. |
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Adubação
Quando plantamos diretamente na terra,sem ser sobre laje ou vasos, a planta naturalmente pode criar condições de repor seus nutrientes. No entanto, adubações ao menos anuais podem fazer com que sua árvore fica ainda mais bonita. Dê preferência por adubos orgânicos e naturais como húmus, que pode ser incorporado na terra, na projeção da copa da árvore evitando machucar a raiz. Ou ainda, biofertilizantes que podem ser diluídos em água e regados facilitando a adubação.
Podas de direcionamento
Durante o crescimento de sua árvore, ela naturalmente irá brotar novos galhos e irá perder os mais antigos ganhando altura. Algumas vezes será necessário orientar melhor este crescimento com podas que permitam que ela se adapte melhor a um espaço conforme a circulação e ambiente que está inserida. Esteja atento e tenha sempre muito critério e cuidado ao realizar as podas de galhos ainda novos, que farão a árvore sentir menos.
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| Nativos e Nativas – conexão com as palmeiras de nosso país |
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Neste mês de abril, lembramos em muitos dias os valores históricos de nosso país e do nosso planeta
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01 – Dia da Abolição da Escravidão dos Índios – 1680
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13 . Dia do Hino Nacional -1º Execução do Hino Nacional Brasileiro -1831
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15 · Dia da Conservação do Solo
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19 · Dia do Índio
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21 · Tiradentes
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22 · Descobrimento do Brasil
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22 . Dia do Planeta Terra
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23 · Dia Mundial do Escoteiro
Vendo estas datas comemorativas, logo pensei que seria uma ótima oportunidade de escrever não somente sobre a importância das árvores e vegetação nativa, mas também lembrar um pouco das conexões que tivemos e temos hoje com a natureza de nosso país, começando pelos índios que cuidaram dessa vegetação e natureza tão abundante por ser sua casa, seu sustento e seu equilíbrio. Passando pela colonização e seu efeito de diminuir o valor daquilo que aqui existia, até chegar aos dias de hoje, onde cada vez mais nos lembramos da importância de cuidar do pouco que ainda existe.
Uma grande amiga comentou comigo alguns dias atrás, que nosso país era chamado pelos índios de PINDORAMA (em tupi-guarani pindó-rama ou pindó-retama, “terra/lugar/região das palmeiras”) – terra de muitas palmeiras. Incrível é constatar, a partir de uma observação paisagística, que atualmente pouquíssimas palmeiras nativas são utilizadas nas composições estéticas de paisagismos urbanos, mesmo o Brasil sendo um país que possuí tão grande diversidade de opções. O mercado, como uma conseqüência de nosso processo de colonização, sempre acabou por valorizar mais as espécies de palmeiras e plantas de outros países e hoje encontramos dificuldade em encontrar espécies nativas no mercado e também sofremos com as palmeiras exóticas invadindo nossas reservas de mata e tirando o espaço de multiplicação das nativas. Como é o caso da palmeira seafórtia (Archontophoenix cunninghamii – originária da Austrália) aqui em São Paulo. |
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Maritacas saboreiam jovens frutos de uma palmeira seafórtia, promovendo a dispersão desta espécies de palmeira invasora em nossas matas remanescentes |
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Lembrando de algumas outras palmeiras nativas, posso citar:
Açaí (Euterpe oleracea) – tem origem do nome na língua indígena – Yasaí, significando fruta que chora – devido ao ‘vinho’ que é feito de seus frutos. Nativa da região amazônica até a Bahia é uma das palmeiras que as pessoas acabam conhecendo mais devido ao seu fruto ser tão saboreado em todo o país. Suas folhas são utilizadas para cobertura de casas, para tecer chapéus, esteiras e cestas.
Carnaúba (Copernicia prunifera) – este nome de origem indígena significa: árvore que arranha, devido aos espinhos na base da palmeira. Nativa da região nordeste, é também símbolo do Ceará por sua resistência a longos períodos de seca. As folhas da palmeira carnaúba são revestidas externamente por uma cobertura de cera, que é o principal produto obtido da carnaúba utilizado para encerar e dar brilho. No Nordeste brasileiro, habitações inteiras são construídas com materiais retirados da carnaúba.
Juçara (Euterpe edulis) – Palmeira nativa da Mata Atlântica, o palmiteiro se encontra seriamente ameaçado em seu habitat natural devido à grande exploração para retirada do palmito. Atualmente, embora muitas palmeiras possam ser utilizadas para exploração do palmito comestível, apenas duas espécies dominam o mercado: E. edulisE. oleracea (quase 90% da produção brasileira). Os frutos podem ser consumidos in natura ou em sucos (alto teor calórico). Suas folhas são usadas para confecção de cadeiras. É comumente usado para reflorestamento de áreas degradadas. |
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Plântulas da palmeira juçara crescendo através de dispersão natural no palmital do Jardim Botânico de São Paulo - Foto Juliana Gatti |
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Buriti (Mauritia flexuosa) – palmeira símbolo do Distrito Federal, dando nome inclusive ao palácio que é a sede administrativa do distrito. Nativa do Amazonas, até São Paulo. Gosta muito de solos alagadiços e suas folhas formam uma copa de linda presença paisagística. Aqui em São Paulo, podemos encontrar um lindo buritizal no Parque da Água Branca, mesmo passando em frente do parque pela Av Francisco Matarazzo podemos apreciar as linda copas dessas palmeiras. Da polpa de seu fruto, com alto teor de vitamina A e C podem ser preparados muitos alimentos desde geléia até paçoca. Sua amêndoa / semente também é comestível. Da parte interna da sua estipe faz-se farinha e com as fibras das folhas pode se fazer muitos produtos utilitários.
Jerivá (Syagrus romanzoffiana) – é uma palmeira muito utilizada em São Paulo para projetos paisagísticos. Antigamente os índios chamavam o rio pinheiros de Jurubatuba, que significa lugar de muitos jerivás. Seus frutos, são pequenos coquinho que quando maduros ficam com cor amarelo-alaranjada, são muito fibrosos e doces, podendo ser saboreados pelo ser humano e outros animais. |
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Folha de jerivá - foto de Luciano Ogura |
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| As palmeiras, como puderam ver, são quase sempre 100% utilizáveis, garantindo muitos benefícios para a vida humana. Por isso neste mês faço um apelo pela vida das palmeiras nativas! Viva! Sempre Forte como a Natureza, como diriam os índios! |
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Árvore certa, lugar certo |
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| Imagino que deve ser bem antigo o ditado que diz: “Na vida devemos realizar 3 coisas: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.” Mais do que nunca, sinto as pessoas com uma vontade enorme de realizar a primeira dessas atividades, e com tanta gente querendo plantar, chegamos em um estágio onde é cada vez mais importante e necessário saber o máximo sobre a árvore que escolhemos. |
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Quaresmeira (Tibouchina granulosa) - plantada em calçada
sob fiação elétrica. Ótima opção na arborização urbana!
Uma árvore tipicamente paulistana! |
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Plantar árvores é uma equação de bom senso, principalmente quando falamos de plantio em áreas urbanas! O primeiro passo para se chegar a um resultado positivo nesta equação é começar sempre realizando um levantamento do espaço que receberá a árvore quanto aos aspectos de:
- Insolação
- Tipo de solo
- Largura da calçada
- Fiação elétrica aérea
- Tubulação subterrânea de serviços
- Espaço disponível para canteiro
- Plantio sobre laje, em vaso ou direto no solo
- Proximidade de edificações
- Uso do espaço onde será realizado o plantio: passagem de pedestres, área de estacionamento, cercar uma área, etc.
Cada um destes aspectos nos dá base de informações para sabermos como a árvore escolhida deverá ser nas suas características:
- Porte / altura quando adulta
- Tipo de raiz quando adulta
- Largura de copa quando adulta
- Necessidade de incidência de luz direta
- Características do solo
- Necessidades de nutrientes
- Destaque por suas flores, frutos, folhas ou arquitetura de tronco
- Nativa da nossa bioregião ou exótica?
Cruzando estas informações com certeza chegaremos a um número mais limitado de espécies encontradas no mercado, que irão satisfazer nossa vontade de realizar um plantio consciente de uma árvore
Além disso, é cada vez mais importante fazer opção por espécies nativas da nossa região geográfica e bioma. Por exemplo, uma árvore nativa do Brasil não é necessariamente nativa de todas as regiões do nosso país. Árvores exóticas são assim chamadas, por não serem nativas da região onde estão vivendo. Em São Paulo, estamos em uma das regiões mais ricas em diversidade de espécies nativas no mundo, mas por falta de conhecimento e disponibilidade no mercado as pessoas acabam optando por pouquíssimas opções de espécies. |
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Figueira (Ficus microcarpa) plantada no canterio central da Av Pacaembu
- uma grande árvore para um grande espaço. As árvores do gênero Ficus,
são na maioria das vezes, de grande porte e raízes muito vigorosas.
Não são recomendadas para calçadas, jardins sobre laje ou quintais de casas!
Além disso, é muito difícil encontrarmos as espécies de Ficus que são nativas,
a maioria das espécies encontradas nas cidades são asiáticas!
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| Ainda na cidade de São Paulo, podemos observar que muitas árvores foram plantadas sem nenhum tipo de reflexão sobre estes aspectos, e esta atitude sem planejamento, pode levar a termos mais tristezas do que alegrias enquanto a árvore cresce. |
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Embaúbas (Cecropia sp.) - são ótimas opções
de árvores nativas para arborização de ruas estreitas.
Com tronco estreito, de crescimento rápido, pouco
exigentes em relação ao solo e raízes muito adaptáveis
- excelente idéia para fazer bonito em pouco espaço! |
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Bons guias trazem informações mais detalhadas sobre as referências de como devemos escolher árvores e plantá-las:
* Manual de Arborização Urbana da Cidade de São Paulo – indica lista de espécies adequadas para cada caso de local de plantio na cidade;
* Guia Passeio Livre – mais informações sobre como organizar e melhorar sua calçada e ainda verificar a possibilidade de realizar plantio nela;
* Campanha de incentivo permanente à arborização urbana
Devemos sempre ter em mente que, quando falamos em aliar o plantio de árvores com a estrutura urbanística de uma cidade, precisamos estar muito atentos aos impactos que este plantio trará e por isso quanto mais informação tivermos antes de plantar, melhor. |
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Chapéu-de-sol ou amendoeira (Terminalia catappa)
é uma árvore de copa larga e grande porte.
Devido ao seu crescimento não compatível com a
fiação elétrica da cidade, sua copa que é de arquitetura
belíssima, foi completamente desconfigurada para
adequação ao espaço urbano. |
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Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
—António Ramos Rosa |
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Nossas vivências e experiências contam muito sobre a percepção de como a existência de árvores é positiva para a humanidade. Antes mesmo das formas de benefício comprovadas cientificamente, uma árvore por si só, mesmo isolada, chama a atenção de nosso olhar e parece-nos confortar com seu porte e presença. Desde uma semente, elas sabem o que devem ser em sua plenitude... São seres sensíveis que seguem seu desenvolvimento, dando tempo ao tempo, deixando que o ambiente mostre seus padrões...
que o calor estimule o crescimento,
que a umidade alimente seus corpos,
que o tipo de solo ensine o melhor caminho para suas raízes.
Aprofundando no solo, as raízes permitem que os ramos da copa encontrem base e confiança suficiente para esticarem-se e engrossarem na busca por uma arquitetura que é completamente adaptada ao ambiente que se fixou. |
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Celebrando as Árvores
As árvores e a natureza são fonte inesgotável de inspiração e estímulos, evoluindo constantemente na busca por um modelo
de funcionamento e existência equilibrado, adaptável e sustentável. Desde os primórdios, as pessoas buscam referência e ensinamentos a partir de todas essas soluções naturais que se constituíram através de uma inteligência primordial. Podemos nos presentear permitindo sentir e admirar essa riqueza...
O formato único das folhas – miúdas, grandiosas, pontudas, arredondadas, leves ou pesadas
A textura que estimula o toque - lisa, pilosa, áspera, com nervuras bem marcadas, sensação de ser emborrachada ou até mesmo suave como uma pluma
A incrível variedade de tonalidades verdes – brilhante ou opaca, um verde em cada face, aquelas que já caíram, outras mutantes que amarelam, avermelham ou ficam esbranquiçadas antes de se desprender
Esta riqueza é infinita e através do contato sensível, podemos abrir espaços em nossa mente e espírito que levam ao bem estar. Antes de qualquer outro benefício, a nossa vida está completamente interligada e é dependente da existência e manutenção da natureza.
Mais recentemente, cerca de 2 anos atrás, uma matéria no suplemento Equilíbrio da Folha de S. Paulo (23 de outubro de 2008), contava sobre uma pesquisa científica desenvolvida para avaliar o impacto positivo que a presença de uma única árvore poderia causar no conforto térmico das pessoas. Foram feitos levantamentos com 4 espécies de árvores diferentes: mangueira, jambolão, jacarandá e ipê. Observando-se também seus estados diferentes em cada estação (com folhas, flores ou menos folhas), e comprovou-se que mesmo a 50 metros de distância destas árvores isoladas, as pessoas se beneficiavam do conforto térmico promovido através da transpiração.
As árvores são como fábricas inteiras e auto-sustentáveis, realizam o processamento de matérias-primas no desenvolvimento de seu próprio alimento. Promovem a reciclagem do ar e do solo através de suas folhas, devolvendo oxigênio, água e composto orgânico. Além de armazenarem o alimento para crescer, e um dia no futuro ser o seu banco, mesa, porta, piso, cama, lápis....
Para encerrar esse primeiro artigo, uma lembrança especial da tribo indígena Ticuna, que têm como morada a floresta amazônica: “A floresta é a coberta da terra. Uma árvore é diferente da outra. E cada árvore tem sua importância, seu valor.
Essa variedade é que faz a floresta tão rica.” - trecho do Livro das Árvores |
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